terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Manual O Fluxo da Abundância 9

Dinheiro


O “Dinheiro”, tal como “Deus”, tem sido usado e abusado para todos os propósitos, consoante a conveniência do utilizador.

Assim, temos observado, acreditado e criado uma série de crenças acerca do dinheiro.

E, tal como muitos enfim escolheram destruir a crença em “Deus”, seja sob que forma for, assim também escolheram fazê-lo com o dinheiro. E, está claro, se negas e afastas algo da tua vida, não é bem-vindo.

É deste modo que basicamente, grande parte da humanidade vive com bem menos dinheiro do que gostaria, não percebendo que são eles próprios que o afastam das suas vidas.

A crença na limitação, seja qual for, afasta a possibilidade e consequentemente, a oportunidade da realização.
Pode ser que acredites que o dinheiro é vil, que produz luta e sofrimento, inveja, ou seja, é algo mau.

Pode ser que acredites que se tiveres muito dinheiro vais tornar-te assim, “mau”, insensível, egoísta, sem escrúpulos.

Pode ser que acredites que de alguma forma não tens capacidade para gerir muito dinheiro, pois és fraco/a, irresponsável, limitado/a, incompetente.

Pode ser que acredites que não mereces ter muito dinheiro, pois és “pecador/a” – não és suficientemente bom/boa para isso.

Pode ser que acredites que o dinheiro é “sujo” – daí que, ao tê-lo tu próprio/a serás “sujo/a”.

Pode ser que acredites que se tiveres muito dinheiro, haverá alguém que não tem, pois não chega para todos, então preferes não ter, para não impedires os outros de terem.

Pode ser que acredites que tendo muito dinheiro pode haver muita gente que queira roubar-to, então preferes não ter!

Pode ser que acredites que para ter muito dinheiro é preciso trabalhar muito – e das duas uma – não te apetece trabalhar assim tanto, ou só sabes trabalhar e o dinheiro não te faz muita falta porque nem tens tempo para o gastar, e nem sabes como porque nunca paraste para amar-te. Por isso provavelmente pensas que o motivo por que trabalhas tanto é para os teus filhos…ou algo assim. Tens um motivo muito “nobre” para ser “workaólico/a”.

Pode ser que sejas tímido/a e penses que ao ter muito dinheiro atrairás muita atenção, por isso preferes ficar sem dinheiro e incógnito/a.

Pode ser que acredites que para ir para o Céu tens que ser pobre e bonzinho/boazinha e ajudar todos sem receber dinheiro em troca em nenhuma circunstância. Assim Deus vai ficar feliz e encontrar um lugar bem especial para ti do outro lado. O que vives deste pouco importa!

Pode ser que acredites que é difícil ter, ganhar, gerar muito dinheiro, não interessa porquê.

Pode ser que vejas as pessoas ricas como arrogantes, pouco prestáveis e de trato difícil, e como não queres ser como elas preferes não ter dinheiro.

Pode ser que acredites que quanto mais dás, mais recebes, e então passas a vida a dar dinheiro e seja o que for… e ficas sempre com pouco na mesma.

Pode ser que acredites que tudo o que vai retorna, e passas a vida a mandar para fora: dinheiro, energia, tempo… e retorna? Ou ficas mais e mais desgastado/a  e descontente com a tua pouca sorte na vida?

Ah, pode ser que acredites que ter muito dinheiro é uma questão de sorte, e como tens pouca ou não podes controlá-la, não tens dinheiro… nem nunca terás!

Pode ser que acredites que o dinheiro é um mal necessário, e como o “mal” é “mau”, não é necessário muito, só o suficiente para sobreviver, o suficiente para não te tornares mau/má também.

Pode ser que consideres que ter prazer na vida é algo “errado”, é um pecado, e então, como o dinheiro pode proporcionar muitos prazeres “mundanos”, preferes não tê-lo, pois ter prazer é negativo.

Pode ser que acredites que essa coisa chamada dinheiro é só isso, dinheiro, e por isso é externo a ti e não tem nada a ver com a forma como pensas sobre ele e com o tipo de energia que empenhas na tua vida.

Pode ser que aches que é bom ser “normal” e então, como a maioria das pessoas “normais” têm salários limitados, tu também tens que ter.

Talvez acredites que um dia vais ter dinheiro, mas por agora tens que te preocupar com como vais pagar a renda. E esse dia nunca chega. Já pensaste que seria da tua vida se deixasses de te preocupar? Se calhar sentes que seria aborrecida, e então crias esse divertimento, essa adrenalina de andar sempre preocupado com como pagar as contas.

Também podes acreditar que se tiveres muito dinheiro vão abusar de ti – por isso mais vale ter pouco.

E mais e mais crenças. Lembras-te de mais alguma? Preenche o espaço em branco:__________________...
Pois bem, estarias disposto/a a desmantelar todas essas crenças? A deitá-las no contentor da reciclagem? Estarias disposto/a a rever e recriar a forma como compreendes, vês e sentes o dinheiro em ti e na tua vida?

É esse o convite. Tal como o tempo, o dinheiro pode ser diferente, mais, melhor para ti, muito mais do que jamais te permitiste imaginar possível.

Mas para isso é preciso ter coragem suficiente para deixar o para-quedas das crenças e saltar no vazio, no novo. É preciso ter vontade de olhar com toda a honestidade, de frente e sem medo, para todas essas crenças, e estar pronto/a para descartá-las como apenas crenças, não verdades absolutas.

A verdade absoluta não existe fora de ti, ela é tua, apenas para ti, habita em ti e pode ser recriada a cada momento por ti, o criador, aquele que escolhe a sua própria vida. Escolhe como queres sê-la e vivê-la e vai em frente e sê.

É deixar de ser o passageiro e passar a ser o condutor. Deixar que o cavalo finalmente obedeça às tuas ordens, pois ninguém pode ser o chefe do teu cavalo.

Pois bem, assumamos que a resposta é “sim, eu quero finalmente pegar nos cornos do boi, olhá-lo de frente, sem medo e com respeito convidá-lo a acalmar-se e a dançar comigo. Sim, eu quero enfim liderar a dança da minha vida”.

E perguntas: “O que é que o dinheiro tem a ver com isto?”

O dinheiro tem tudo a ver com isto. Porque, embora haja aqueles que têm muito dinheiro e que no entanto se sentem escassos, sentem que lhes falta sempre algo, são infelizes e sentem que precisam sempre de mais nem sabem bem o quê, tu não queres ser um deles.

Tu queres ter um fluxo abundante e simples de dinheiro para viver, não para sobreviver.

Tu queres ter um fluxo ilimitado e simples de dinheiro para seres feliz, para ficares livre de preocupações, mas se tu és a principal preocupação, ou melhor, o principal “preocupador”, tenhas o dinheiro que tiveres, nunca te vai chegar. Vai faltar-te sempre algo.

Por isso, primeiro para de criar problemas nessa verborreia insólita que te preenche a mente a todo o instante.
Para, respira fundo e escolhe: como queres ser agora?

Queres finalmente entrar na tua vida, acordado/a, consciente, ou continuar a vaguear por aí, cambaleante no sono atordoado da sobrevivência?

Segundo, percebe isto: tu ÉS o teu dinheiro! Observa-o. Tudo o que crês sobre ele és tu, tal como o teu tempo – és tu!

Podes acreditar?
Podes confiar?
Podes ser simples?
Podes-te render ao encanto da vida?
A tua vida és tu.
O teu tempo és tu.
O teu dinheiro és tu.

Desculpa desapontar-te… a culpa não é de ninguém. Nem tua! Nem sequer sabias que eras tu o teu dinheiro. Nem sequer sabias quem eras mesmo tu! Aliás, algumas das tuas crenças podem ser de tal modo subconscientes que só parando e observando com clareza no silêncio interno as poderás encontrar.

Chegou a hora de te descobrires, sentires, acreditares e amares.

Quanto estás disposto/a a Ser?
Quanto estás disposto/a a amar?
Quanto estás disposto/a a receber?

A propósito: ainda acreditas que o mundo precisa de ser salvo e que tu tens que o salvar?

Isso distrai-te. Deita isso fora. O mundo não precisa de ser salvo e não precisa que tu vivas na escassez para o fazer. Õ mundo precisa mesmo é de gente verdadeiramente viva e plena, em respeito total!

E ainda acreditas que tens que mudar o mundo?

A boa notícia é que podes fazê-lo, passo a passo, a má notícia é que tu tens que mudar primeiro!

Agora algumas novas sugestões sobre dinheiro:

*O dinheiro não é bom nem é mau, é o que fazes dele, é o que tu és.
*Ter muito dinheiro não é mau nem bom, é o que tu fazes dessa experiência.
*Criar dinheiro na tua vida é algo ilimitado, quer na forma, quer no fluxo.
*Tu és tão merecedor quanto te permitires ser.
*Ainda que tenhas muito dinheiro, ele não tem que ser alvo da cobiça alheia, ou será que és tu que cobiças o dinheiro dos outros?
*Se não queres que os outros te vejam, conheçam, reconheçam, etc… porque é? Qual é o verdadeiro motivo da tua timidez?
*O Céu é aqui na Terra, e onde quer que escolhas estar. A não ser que precises e queiras estar no Inferno, e assim será a tua vida.
*Ser bonzinho vai agradar ao teu ego, que gosta de reconhecimento, e de ser considerado nobre – nem que seja só a fingir. Assim as pessoas apreciam-te, dão-te valor, e tu consegues atenção e louvor. O carente afinal és tu. Para! Dá-te o reconhecimento, o louvor, o respeito, o amor por que anseias.
*Tudo pode ser simples, até gerar dinheiro.
*Para ser arrogante, basta ser humano, e escolher ser arrogante, não importa quanto dinheiro tenhas.
*Abre-te para receber, e dar-te-ás à vida sem pensar que o estás a fazer,. Só porque sim, só porque amas tanto estar vivo que não há como não transbordar e irradiar isso onde quer que vás, o que quer que faças.
*Até que abras espaço para receber, não poderás dar! A qualidade do que dás será sempre escassa, até que estejas a receber e pleno/a, transbordante.
*És tu que fazes a tua sorte – ela é o que pões nela – e o que acreditas que ela é limita-a – deixa-a livre!
*Afinal o mundo é algo pecaminoso? Será que o mundo não é um lugar magnífico? E “mundano”, que vem de mundo, não será magnífico também? Afinal de contas porque é que ainda estás aqui?
*Escolhes ter uma vida prazenteira ou sofredora? Será que alguém pode dizer que sentir prazer é mau? E não tem que ser efémero – podes deixar que o prazer de viver tome conta de ti de tal forma que cada passo, cada respiração, cada olhar seja um prazer autêntico e pleno.
*Realmente o que pões na vida retorna para ti porque a vida és tu mesmo. Se estás sempre a retirar de ti, como esperas receber?
*O que é ser “normal” e porque queres sê-lo?
*O futuro é hoje.
*Quando estiveres pronto para largar a droga da adrenalina as preocupações ir-se-ão embora. O drama existe porque ateias a fogueira para te aqueceres e veres que ainda cá estás. Como andas meio/a a dormir tens que te recordar constantemente que ainda cá estás…
…Acorda! Belisca-te! Ainda precisas do drama?
*Queres continuar a ser a vítima? Porquê? Ou melhor: que propósito serve?
*Queres continuar a viver experiências de escassez? Mais uma vez: que propósito servem?
*Ainda que tenhas muito dinheiro, se o conservas como uma relíquia é porque sentes escassez. Falta-te algo.

Tudo, mas mesmo tudo, tem um propósito. Pode ser-te útil agora ou não, mas tem um propósito.
Para finalizar, apenas um pequeno aparte sobre a abundância.
A abundância não é só o dinheiro. É tudo, tudo, tudo o que tu queres que ela seja.
Queres abundância de limitação ou abundância de possibilidades livres e ilimitadas?
Pensa bem! Os limites mantêm-te no teu lugar, no teu lugarzinho, diria. E o que é ilimitado está para lá da compreensão. Podes aceitar ser sem limites?
Cria o espaço para ser…ABUNDANTE. Tu és a abundância que buscas.
E sabes que mais? Já tens tudo na tua realidade! É mesmo! Repara em todos os pontos em que te sentes mais escasso/a. Considera que toda a criação tem em si o seu potencial reverso. Transforma a forma como vives essa abundância de escassez em abundância de prosperidade. Como? Escolhendo e confiando! Et voilá.

Simples demais?

Experimenta. Não tens nada a perder… J





 Exercícios de Reflexão:


Em primeiro lugar revê todas as crenças sobre o dinheiro acima mencionadas e verifica se tens alguma/algumas e se escolhes continuar a tê-la/s, ou seja, se ainda te serve/m.
Em segundo lugar verifica se tens outras crenças sobre o dinheiro que não tenham sido aqui mencionadas mas que sentes que também influenciam e limitam a tua abundância. Anota-as aqui. (no teu caderno)



Terceiro, lê ponto a ponto as novas sugestões sobre o dinheiro e considera-as, respondendo também às questões que aí se põem.


Quarto:
Para, respira fundo e escolhe: como queres ser agora?
Quanto estás disposto a Ser?
Quanto estás disposto a amar?
Quanto estás disposto a receber?
Podes acreditar?
Podes confiar?
Podes ser simples?
Queres abundância de limitação ou abundância de possibilidades livres e ilimitadas?
Podes aceitar ser sem limites?


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