sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Manual O Fluxo da Abundância 7

O Corpo: Saúde… em ABUNDÂNCIA


A Saúde é uma das 4 grandes áreas relativas à Abundância. São elas: a relação connosco mesmos, a relação com os outros, a abundância no mundo físico e a saúde ou a nossa relação com o corpo físico.

Não é pois de admirar que seja este um dos temas comuns prediletos e quando se trata de desejar algo de bom a alguém surja a Saúde como uma das prioridades. “Haja saúde” ou “havendo saúde há tudo”, ou “muita saúde” são expressões comuns do dia a dia.

Dei com um artigo há dias que dizia que na generalidade, passamos 5 anos da nossa vida, em média, a preocuparmo-nos! Veja-se quanto tempo (que é energia) gastamos com algo que não leva a nenhum lugar! Preocupação. E a maioria das nossas preocupações são acerca do corpo (forma, peso, saúde), logo seguidas das preocupações financeiras. Sobre o dinheiro falamos a seguir. Agora falemos sobre o corpo e respetiva saúde.

Tudo na nossa vida está interligado. Não pode por isso haver saúde se não houver equilíbrio. E quando falo de equilíbrio refiro-me acima de tudo ao equilíbrio interno, emocional, mental e espiritual. A falta de equilíbrio interno leva por sua vez a comportamentos que põem em risco a saúde. Aliás, a falta de escolha consciente em relação à nossa realidade, que deriva da falta de uso ativo da nossa consciência expandida, leva à aleatoriedade da nossa vida em todas as áreas, incluindo a saúde física.

Quando menciono aqui Saúde, refiro-me à Saúde em geral, física ou mental, pois qualquer desequilíbrio considerado doença tem um reflexo no nosso corpo físico, e é esse o assunto que aqui se expõe.

Não sendo médica, não irei aqui fazer diagnósticos nem dar soluções de cura a nível médico. Sou no entanto profissional de Exercício e Saúde e nesta ótica, pretendo proporcionar aqui uma perspetiva mais ampla da Saúde.

Várias são as questões pertinentes a abordar.

A primeira será a relação que tens com o teu corpo. Neste capítulo coloco agora algumas questões para tua reflexão.

Por favor responde às perguntas sem refletir sobre elas, escreve simplesmente a primeira resposta que te ocorrer, sem pensar sobre o sentido das perguntas e das respostas:
1.      De 0 a 100% como consideras a tua relação com o teu corpo?


2.      Há partes do teu corpo com as quais não te sentes inteiramente satisfeito/a? Responde apenas SIM ou NÃO.


3.      De 0 a 100% qual é o teu grau de conforto com o teu corpo?


4.      O que os outros pensam sobre o teu corpo é importante para ti?
Responde apenas SIM ou NÃO.


Escreve algumas frases ou palavras chave /notas sobre as seguintes perguntas:
1.       O que fazes para cuidar do teu corpo?



2.       O que fazes para cuidar do teu corpo, deriva do medo de não ter saúde ou do prazer de estar são?



3.       Costumas respeitar os ritmos naturais do teu corpo (por exemplo descansar quando estás cansado/a, dormir quando tens sono, dar tempo ao corpo para se regenerar quando estás doente, parar quando sentes dor e cuidar dessa dor, etc…)?


4.       Ouves o teu corpo (sentes o que ele te diz)?



5.       O teu corpo é a forma / o espaço físico com que te apresentas ao mundo, ou é a forma / espaço físico que habitas?


6.       Alguma vez te deste conta de que as emoções afetam a forma como sentes o teu corpo? E se sim, permites-te senti-las no teu corpo ou procuras “adormece-las” (com comida, exercício, agitação, televisão ou qualquer outro tipo de distração)?




Como usar as tuas respostas de forma produtiva? Em primeiro lugar estas perguntas deram-te oportunidade para te situares em relação ao teu corpo e saberes como realmente te relacionas com ele. Das tuas respostas deve ter-se tornado claro para ti se a tua relação com o teu corpo é simples e fluida ou se é uma área de “conflito”. Se há partes do teu corpo que rejeitas, se não te sentes confortável com ele, se não respeitas inteiramente os seus ritmos naturais, se não te dás conta de que as tuas emoções e pensamentos afetam o teu bem estar físico, ou dás mas usas sempre algum tipo de distração para não sentires os chamamentos do corpo, então é natural que por vezes a saúde falhe.

Repara, se não tivesses corpo, não poderias caminhar sobre a Terra. Não poderias saborear, cheirar, ver, ouvir, sentir tudo o que te rodeia, e mesmo que alguma destas faculdades te seja vedada devido a algo que te falte em termos físicos, há sempre muita abundância disponível para desfrutar neste magnífico planeta.
Ok. Algumas pessoas nascem com doenças congénitas e/ou hereditárias, outras com deficiências físicas. Todos trazemos a nossa história connosco, impressa no nosso padrão genético, em todas as nossas células, moléculas e eletrões.

A questão é que o potencial de transformação seja do que for no nosso corpo físico, existe. E existe de igual forma para todos. Alguns poderão não estar a escolher transformar o que trouxeram consigo para esta vida, pois serve-lhes uma infinidade de propósitos que ninguém pode abarcar. E assim é. Mas haverá outros que quererão transformar-se, e ainda que por vezes as deficiências físicas externas não sejam facilmente alteráveis, a forma como escolhemos viver no corpo que temos é completamente alterável.

Vou colocar agora alguns desafios aos sistemas de crenças instituídos acerca da saúde física:

·         Simplesmente não existem doenças crónicas, hereditárias ou congénitas incuráveis.
·         Não existem aliás, doenças incuráveis.
·         O corpo tem os seus próprios processos de autocura.

·  O ADN está em constante mutação conforme mudamos os nossos hábitos, sistemas de crenças, comportamentos, pensamentos. Podemos por isso anular doenças hereditárias quer na nossa vida, quer na dos nossos filhos se tiverem sido concebidos após esta transformação.

Na saúde física, tal como em todas as outras áreas da tua vida, aquilo em que acreditas é aquilo que vês, compreendes e aceitas, logo, é aquilo que ocorre.

Em todos estes anos como instrutora de Fitness e Personal Trainer, tenho assistido a inúmeras transformações de pontos de vista, avanços e retrocessos. Em cada formação obtemos pontos de vista diferentes e o que é excelente na ótica de uns, é terrível na de outros. É necessário então usarmos o nosso próprio discernimento para definirmos como nós vamos lidar com toda a informação cruzada.

O mesmo se passa nas áreas da medicina e da nutrição. Uns dizem que faz bem isto, outros que isto faz mal e que aquilo é que é apropriado, outros “não comas isso, isso é péssimo” e depois vem o anterior e diz que afinal aquilo é que é saudável, uns dizem que é preciso ser vegetariano, outros crudívoro, outros que uma dieta híper proteica é a melhor… Fórmulas e mais fórmulas para um mesmo objetivo.

No meio disto tudo, o que serve verdadeiramente para ti?

A questão é que à medida que te amas e cuidas fazes as escolhas que te fazem sentir bem com o teu corpo e no teu corpo, quer a nível de exercício físico, quer a nível nutricional e mesmo a nível de cura. Se estiveres em sintonia com o teu corpo sentes quando é necessário ir ao médico, quando é necessário tomar medicação, que por sua vez funciona de forma muito mais eficaz porque a tomas com consciência e em respeito pelos teus mecanismos naturais de cura, sabendo que os medicamentos apenas auxiliam a inteligência biológica existente no teu corpo.

Um ponto a salientar é o de que o teu corpo físico apenas reflete dor, desconforto, mal estar ou doença quando há um desequilíbrio em ti. Esse desequilíbrio nasce nos campos emocional e mental (ou até espiritual, ainda que o campo espiritual tenha sempre reflexo no campo mental, emocional e físico). Existem inúmeros livros que podes consultar sobre a metafísica dos desequilíbrios físicos, que te ajudarão a perceber qual é a causa interna daquilo que te incomoda no teu corpo. O teu corpo fala contigo constantemente. A questão é, será que lhe dás ouvidos? Se não dás, certo é que falará cada vez mais alto até que lhe prestes atenção. Mas na verdade podes viver a vida inteira sem lhe prestar atenção, acreditando que as doenças te acontecem e que não há nada a fazer a não ser colocares-te na mão dos profissionais de saúde, sem saberes que tu és o teu próprio Assistente Pessoal de Saúde e que os profissionais da área servem apenas para ajudar-te caso necessites de ajuda, mas quem se cura és tu! No fim do capítulo sobre “As Dinâmicas do Abuso no Dia-a-Dia” estão alguns livros sugeridos, sobre Metafísica da Saúde. São fáceis de consultar e qualquer pessoa pode ganhar uma nova perspetiva sobre o que quer que seja que lhe esteja a causar mal estar físico e assim tratar de resolver a causa, e não apenas mascarar os efeitos/sintomas. O corpo é teu, por isso a culpa não é de ninguém, a causa está sempre em ti, o que de certa forma torna as coisas bem mais fáceis de equilibrar.

Foi com o auxílio deste mergulho interno rumo às causas dos meus achaques físicos que eliminei algumas condições crónicas que tinha: vesícula preguiçosa, sinusite, rinite alérgica, lombalgia crónica, gripes, constipações, amigdalites, faringites e laringites constantemente recorrentes e até algumas alergias. Escusado será dizer que tenho o testemunho de muitas outras pessoas que também eliminaram doenças como hipertensão e hipotensão, asma, híper e hipotiroidismo, problemas digestivos intestinais vários, fibromialgia, tumores benignos e malignos, dores de várias espécies etc, etc, etc.

O mais peculiar é que até os problemas físicos aparentemente acidentais derivam de algo em ti. Por exemplo, partimos ossos quando há em nós, nesse momento das nossas vidas, alguma rigidez perante algum assunto fundamental. Sendo assim, as entorses, as luxações, os cortes, as queimaduras e outros achaques acidentais, têm também causas internas que podes rever, ganhando consciência sobre o que o teu corpo te quer dizer. Esta tomada de consciência acelera radicalmente o processo de cura.
Vou dar-te agora o meu exemplo pessoal da evolução da minha relação com o corpo, para ilustrar melhor esta temática e torna-la mais próxima da vida prática.
Quando entrei para o mundo do fitness foi porque adoro movimento, adoro música, mas talvez e acima de tudo para formatar o meu corpo. Olhando para isto mais de perto, parece-me que a maioria das pessoas procura ter controlo sobre o seu corpo, de forma a inserir-se no padrão geralmente aceite, por outras palavras, para ser aceite, reconhecido, amado, apreciado, querido, útil e assim por diante.

Embora a desculpa básica possa ser a saúde e o bem estar geral, ou mesmo o divertimento e a socialização, diria que o motivo básico verdadeiro é a necessidade de aceitação, de nos encaixarmos naquilo que é esperado de nós, naquilo que se diz que nos faz bem, não necessariamente no que nos faz bem. Aliás, geralmente não temos ideia do que o nosso corpo gosta e nos faz sentir mesmo bem porque não paramos para perguntar-nos, em sintonia com o nosso corpo.

Fui durante muitos anos hiperativa e workaólica. Agora vejo que era assim para não sentir, porque sentir trazia-me alguma dor, fruto do que tinha para resolver internamente, ainda que não soubesse na altura que se me abrisse para sentir também teria tudo o que jamais sonhara!

Este é o motivo principal para a hiperatividade em geral. É um estado constante de não presença, de estar fora do corpo, fora do momento presente, fora da vida. O que significa que é uma forma de auto-abuso, um ato de desamor para connosco próprios.

Controlar a quantidade de calorias ingeridas e consumidas, a forma certa para cada parte do corpo, o ritmo cardíaco certo, a pressão sanguínea certa, a capacidade pulmonar certa, a capacidade de resistência certa, a força certa, e por aí adiante. Tudo isto são formas de controlo nas quais colocamos imensa energia, pois que a energia usada tem tudo a ver com o foco da nossa atenção. Direcionas a tua energia para onde colocas a tua atenção e vice versa.

Aliada a tudo isto está a eterna busca de uma perfeição utópica (que não ocorre aliás, apenas em relação ao corpo físico), sempre tentando chegar mais longe, fazer melhor, parecer melhor. Na forma física a noção de perfeição é inatingível porque é em si mesma uma falácia. Sustenta a noção de que há algo que é perfeito que nunca atingiremos mas que no entanto continuamos sempre a tentar atingir. Daí que a noção de perfeição perca totalmente o seu fundamento, pois tudo já é perfeito em si mesmo, quando visto fora da caixa da perfeição.

Bem, de volta ao corpo. Eu fazia exercício em excesso. No entanto consegui o corpo quase perfeito. Era sempre apenas quase perfeito, porque nunca se está satisfeito com o que se tem quando se tem esta postura perante o corpo. Perante tudo, aliás. Por fora, como disse, o corpo era “quase” perfeito, mas por dentro estava a deteriorar-se a um ritmo estonteante por excesso de uso. Quanto melhor parecia por fora, pior me sentia por dentro. Que jogo! Mesmo após ter desenvolvido uma lombalgia crónica, continuei com o meu ritmo normalmente acelerado, por força de medicação para as dores. Quando por fim tirei um raio-x e o médico me disse que a minha coluna (vértebras e discos intervertebrais) estava num estado de desgaste  similar ao de uma pessoa de 60 anos (tendo eu 30), é que parei e olhei para a minha vida! Foi aí que decidi mudar o tipo de atividades físicas que praticava, e reduzir drasticamente o número de horas de prática também. Foi mais ou menos por essa altura que também comecei a meditar, em busca de algo mais que apenas o corpo físico.

Continuava, no entanto, insatisfeita. O meu corpo já não tinha a forma ou peso que eu queria, e houvera encontrado em mim tanto para rever e transformar que parecia impossível que algum dia viesse a chegar a algum lado! Mal sabia eu que não tinha que ir a lado algum, aliás, que não havia nenhum outro lugar onde ir, senão ficar onde já estava! Continuava a ir para fora de mim em busca do meu Ser, para não permanecer no corpo que ainda não aceitava. Fazia-o com as minhas diversas práticas espirituais, alienando-me do estar aqui e agora, e procurando algo melhor algures no universo.

Havia também muito abuso energético na minha vida, conforme eu permitia que os outros abusassem de mim de muitas e diversas formas, quer no trabalho, quer em casa, o que levava a que eu perpetuasse esse mesmo ciclo de abuso energético, fazendo-o também de variadas formas.

O que é o abuso energético, perguntas tu? É o simples ato de removermos energia uns dos outros, através da atenção, do jogo da vítima e do abusador, que são por sua vez uma e a mesma coisa. Este jogo pressupõe que os outros têm algo que nós não temos mas que necessitamos, o que ocorre também na proporção inversa. Desta forma chamamos à atenção uns dos outros das formas mais criativas que se possa imaginar, sempre buscando apreço e aceitação. Da mesma forma que damos o que aos outros parece faltar-lhes, apenas para obter a sua aprovação, eles obtêm da nossa parte atenção. Isto passa-se de inúmeras formas. A seguir a este capítulo, e como seguimento a este, coloco um pequeno capítulo sobre “As Dinâmicas do Abuso no Dia-a-Dia” para que fique mais claro este tema, bem fundamental quando se fala em abundância, ou falta dela.

Continuando…

Continuei o meu caminho de busca, pois que queria saber mesmo e saberia com toda a certeza, quem eu realmente era!

Um dia disseram-me que tinha que amar-me. Claro que já me havia sido dito muitas vezes antes, mas existe uma diferença bem grande entre dizerem-nos algo que compreendemos claramente, ou dizerem-nos algo de que ficamos apenas com uma noção vaga. Desta vez eu entendera. Este entendimento nasceu da prática da Respiração Consciente.

Foi um grande salto para fora do conceito geral de que tomarmos conta de nós é egoísmo, e fez muito sentido para mim. Dei-me conta do quanto rejeitava o meu corpo, de quanto o houvera feito toda a minha vida, mesmo quando estava em “perfeita” forma. Sempre houvera partes a corrigir, partes que não aceitava no meu corpo.

Quando comecei este processo de amar-me e aceitar-me verdadeiramente tudo mudou. A forma como faço exercício, a forma como como, a forma como me sinto e a forma como me vejo. Percebi finalmente que não há um peso certo, uma forma corporal certa, um tipo de corpo certo, um tamanho certo, uma percentagem de gordura certa, um tipo de condição física certo, uma comida certa…

Quando começamos a amar-nos o corpo corresponde em uníssono com esse amor. O nosso estado de saúde melhora naturalmente, escolhemos comidas com as quais nos sentimos saudáveis, e não há duas pessoas iguais neste processo. Escolhemos atividades que fazem o nosso corpo sentir-se amado e apreciado por nós, que nos fazem sentir bem. Isto é bem estar!

Qualquer pessoa que sinta que está com excesso de peso e que comece realmente a amar-se e a cuidar-se com todo o carinho começará a perder o peso extra de forma natural e sem esforço. Não quer isto dizer que atingirá o peso recomendado em qualquer tabela. Atingirá o peso que for confortável para o seu corpo, e se ele cabe ou não nas tabelas não importa.

Quando nos amamos verdadeiramente, não fazemos escolhas em desamor, por isso o que fazemos é completamente saudável para nós, e apenas para nós. Não podemos caber em nenhum molde, pois não há duas pessoas iguais. Somos todos únicos. Também não permitimos que abusem de nós, energeticamente nem o fazemos aos outros porque passamos a usar a nossa energia de forma eficiente e descobrimos como produzir e multiplicar a nossa própria energia a cada momento, com natural graciosidade.

Aliás, o excesso de peso é uma forma de proteção em relação mundo exterior, de proteção do abuso generalizado, o que nos leva a criar uma armadura/casca. O mais engraçado é que é esta mesma armadura/casca que chama à atenção dos outros e nos coloca sob o foco dos outros, quando o que realmente queríamos era escondermo-nos do mundo. É isto mesmo, a dualidade – a luta constante entre o que é e o que parece ser, entre o que pensamos que queremos e o que obtemos.

Agora, mesmo não tendo abdominais e pernas de atleta, amo-me muito mais que quando os tinha! E pouco me importa que peso tenho ou que medida de roupa visto. O que importa é que estou verdadeiramente saudável e livre de dor. E quando porventura fico doente, o que é raro, percebo que é hora de parar e permitir que o corpo se regenere a si mesmo. E claro, aproveito para rever o que me levou a essa doença ou dor. Quando sinto que o corpo me pede medicação para auxiliar o processo, também respeito esse pedido, mantendo-a no entanto o mais natural possível. O corpo tem os seus processos naturais de desintoxicação, quer de toxinas físicas, quer de toxinas emocionais e mentais. A diarreia, os vómitos, as gripes, as infeções, são formas naturais de desintoxicação que nos libertam da energia estagnada no nosso corpo e nos permitem revitalizar. Há que aceitar a sabedoria natural do corpo e respeitá-lo, com muita gratidão. Permitir que a cura ocorra, e aceitar que o corpo sabe curar-se é sem dúvida uma fórmula simples e eficaz para viver com saúde.

Quanto a mim, agora posso deliciar-me por estar no corpo pelo simples prazer de move-lo da forma que melhor me faça sentir, e posso comer pelo puro prazer de estar no corpo, posso beijar e abraçar e fazer amor e dançar e correr e saltar pelo puro prazer de estar no corpo. Posso SER pelo puro prazer de ESTAR  AQUI no CORPO!!!

Não poderia deixar de referir neste capítulo sobre o corpo que é possível até viver inteiramente da energia, do ar, do sol, da vida, sem ingerir quaisquer alimentos ou bebidas. Existem hoje milhares de pessoal no mundo que vivem desta forma. São eles os respiratorianos, solarianos, aquarianos ou pranarianos e o que têm em comum é que vivem uma vida livre de alimentos, gerando a sua energia vital a partir da energia da natureza propriamente dita – do ar, do sol, da terra, das plantas e do amor em si mesmo.

Viver sem alimentos não é um requisito para a iluminação, é simplesmente mais uma forma de viver, mas uma forma muito livre, diga-se. Estas pessoas não são esqueléticas, têm imensa energia, praticam exercício físico regular, dormem muito pouco pois não precisam, uma vez que é a combustão e processamento dos alimentos que nos faz dormir mais. Acima de tudo são pessoas que não têm em si qualquer dúvida sobre a capacidade do seu corpo de se suster a si mesmo e estão totalmente livres da crença de que são os alimentos que nos nutrem e até de que os líquidos são indispensáveis à sobrevivência. Estas pessoas não estão, aliás, de todo, em modo de sobrevivência. A sua reverência pela vida é total. A sua entrega à sua divindade interna é total. A sua confiança é total.

É pois possível viver sem comer ou beber. Quero com isto dizer que é possível eliminar a fome no mundo? 

Não.

E porque não? O motivo é muito simples. Para se poder depender inteiramente do “prana” ou energia vital para viver, há que estar inteiramente consciente e desperto. Há que meditar, respirar conscientemente, amar completamente a si mesmo, louvar absolutamente a vida, respeitar totalmente o corpo, aceitar e confiar incondicionalmente na divindade em nós mesmo e em todas as “coisas”. Caso haja a mais ligeira crença de que é necessário comer para viver, se deixarmos de o fazer acabaremos por morrer. Ora, as sociedades no mundo que padecem de fome e escassez generalizada vivem em modo de sobrevivência, não sendo por isso concebível para eles que poderiam viver sem comida. É tudo uma questão de consciência.

Estou com isto a dizer que é aconselhável deixar de comer e beber? Nada disso. Aliás, não o faças sem te informares aprofundadamente sobre o assunto e caso o decidas fazer, sem te fazeres acompanhar por quem te possa guiar com responsabilidade e consciência nesta senda.


O que quero com isto dizer é que podemos ser tão livres quanto escolhermos ser! E que o nosso corpo é capaz de coisas verdadeiramente incríveis e milagrosas. Confia nele! Ama-te pois és muito merecedor/a desse teu Amor.


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