Belo banho de imersão tomei eu antes de me deitar ontem à
noite. Perdida no meio das bolhas de espuma. Colorindo o meu corpo de branco
multicolor. Macia, a espuma que me acaricia a pele. E a água. Quentinha, suave.
O toque terno da mãe água que me abraça docemente. Como a amo. A água. A
espuma. O meu corpo. Abençoado veículo. Lindo. Amo.
De manhã a dádiva de um novo dia. O sol balouçando por entre
nuvens tímidas. O branco a fugir do cinzento. E o cinzento a teimar entrar no
branco. Céu azul. Há, hoje. Um pouco.
Respiração profunda. Um belo quarto de hotel. Adoro bons
hotéis. E ser recebida de braços abertos por um faustoso pequeno almoço. Com
tudo o que se poderia pedir e mais. Delícia. E mais delícias. Ah, delícia.
Estou num congresso de professores. Podia ser de professores
de seja o que for. Temos na verdade todos motivações similares. Mas este é de
professores de inglês. Como é produtiva esta partilha de ofertas criativas que
brilham desde o âmago de cada facilitador, e de todos os colegas ao meu redor.
Uma verdadeira celebração de motivação. Expansão constante de ser.
Nasce um novo projeto. Eu e a minha amiga do peito. Amigas
de infância. Há mais de 30 anos. E assim, do nada que é tudo em nós, puft! Um
novo projeto. Iupiiii! Permitimo-nos abrir as portas da imaginação e pôr mãos à
obra. Brevemente conto-vos o que é J
Rico almoço este que saboreio com gosto. Mmmmm… Há tanta
variedade. Basta escolher. E desfrutar. É como a vida em si mesma.
No caminho de volta decidimos passar por Fragas de S. Simão,
perto da Ribeira de Alge – zona de Alvaiázere. O cheiro intenso a árvores e
húmus envolve-nos num rodopio dos sentidos. Verde intenso. Tantos tons de
castanho quantos te permitas imaginar. Rochedos sumptuosos que se erguem ao
nosso redor e de onde brotam árvores invulgares, simplesmente agarradas a um
pedaço de musgo que por ali decidiu pairar. Pinga, pinga, a água pelos
rochedos.
A água macia corre forte pelas rochas, numa torrente intensa
cujo som envolve todo o cenário que se nos apresenta. Respiramos profundamente.
A água doce tem este encanto de poder lavar, largar com a mesma intensidade com
que é suave. É como uma massagem vigorosa e relaxante ao mesmo tempo.
O sol espreita por entre as folhas cintilantes, dando um
brilho etéreo à água que corre… suavemente. Encostamo-nos a um rochedo para
absorver todo este encanto. Para deixar que as nossas células se deliciem com
este bálsamo, preenchendo-nos com todos os elementos da natureza. É uma árvore
peculiar esta que se encontra diante de mim. Tem pedras dentro dos nós das suas
raízes, como se a pedra e o tronco fossem um só. Uma união improvável e no
entanto harmoniosa. Lindo. Lindo tudo isto.
Simplesmente porque nos permitimos… receber.
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