sábado, 16 de setembro de 2017

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip/ Take 3

Dia 2 – 15 de Agosto 2017


“Hoy es Festivo”


Hum! Que noite tão bem dormida! Adoro acordar com a luz do sol a despontar e sentir-me revigorada e inspirada para mais um belíssimo dia.


E sabes uma coisa fantástica? As casas de banho nesta estação de serviço têm um chuveiro! De água quente! Grátis!!! Sinto-me acarinhada e abençoada pelo sorriso da vida.

Hoje seguimos para Valência e quando chegamos, a calmaria das ruas nesta grande cidade recorda-nos que é feriado – dia da Assunção de Nª Senhora, como aqui em Portugal. Curiosamente a minha escolha para o dia de hoje foi celebrar alegremente a beleza da Vida na Terra – a nossa grande mãe.
Feriado significa parque grátis, nada de trânsito, pouca gente, ar mais limpo… enfim, uma tranquilidade generalizada que espelha perfeitamente o nosso estado de espírito.

Preciso de carregar o telemóvel, por isso decidimos ir à procura de um café agradável onde podemos ficar algum tempo, tomar um pequeno-almoço aconchegante, ver o “mapinhas”, absorver Valência. 

Com esta escolha em mente, seguimos adiante até que nos deparamos com um edifício lindo – é o mercado de Colon – um mercado reabilitado como área de lazer, com muitos cafés à escolha, onde o moderno e o antigo se fundem numa harmonia ampla e airosa. E as casas de banho estão brilhantes de limpo! Sempre com papel higiénico! Pode parecer irrelevante, mas quando se viaja assim sem poiso fixo e sem planos, encontrar casas de banho limpas e com papel é precioso (até agora têm sido todas!). Esqueci-me de trazer o “Pee Safe” – um spray que me deram na Women Economic Forum na Índia que serve para desinfetar a sanita e o tampo – mas na verdade ainda não lhe senti a falta.





Após um pequeno-almoço simples mas agradável (tosta com doce e manteiga e um café) e um pedaço de tempo a desfrutar de fazer nada, damos corda aos sapatos, determinados a dar a volta ao centro histórico. Ai quão grata estou por ter comprado os meus sapatos Rockland (com 50% de desconto ainda por cima!) expressamente para esta viagem, com as suas palmilhas super macias e confortáveis!

O feriado traz-nos inúmeras benesses, incluindo entradas livres em locais que normalmente são pagos – oferta do Município. Reparamos que há aqui muita consciência ambiental e vêm-se muitos outdoors apelando ao uso consciente das embalagens de plástico, ao consumo preferencial de alimentos ecológicos e por aí adiante. Que bom!



Andamos, e andamos e andamos mais um pouco até que decidimos que já vimos o suficiente. Na verdade, demos mesmo a volta ao centro histórico numas 2 horas e tal a pé.






Para o almoço…. Salada! Adivinhaste J Desta vez com courgette e chuchu ralado, milho doce, atum e tomate, cebola, azeite, limão e umas batatas fritas gourmet para aprimorar o palato ;) Tudo embrulhado nos wraps de trigo e espinafres de que te falei ontem.

E onde? Num parque verde e sossegado, em cima da nossa manta de piqueniques, debaixo de uma palmeira. Há momentos a que nenhum restaurante se pode equiparar e não é por serem super económicos que são menos abundantes – muito pelo contrário. Aqui posso descalçar-me e deitar-me em cima da “mesa”!!! Respirar e apreciar o céu azul por entre as folhas da palmeira que me protege do sol e simplesmente ficar vagarosamente rendida a vazio pleno de Ser.





Quando sentimos que é hora de seguirmos o nosso rumo, aí vamos nós, de novo para a estrada, em direção ao Delta do Ebre, a caminho de Tarragona.

Vamos parando de vez em quando até que o sol começa a querer deitar-se no seu leito de estrelas e consideramos ficar num parque de estacionamento junto a uma marina linda e sossegada… mas as melgas fazem-nos mudar de ideias e após um “não sei quê” (fruta, bolachas e tal) para o jantar, decidimos avançar. Lição número 1, 2, 3 e seguintes: "nem tudo é o que parece".



Lindo o verde dos campos de arroz, mais claro que o dos montes lá ao fundo e o azul de mar e ria, diferentes tons de rosa, laranja e cinza carregado pintalgando o céu até que o breu da noite cobre por fim os horizontes de Leste a Oeste, de Norte a Sul sem que se veja mais do que a luz dos carros e das casas espalhadas ao longo do caminho.

Paramos numa estação de serviço antes de chegar a Tarragona e há um caminho que dá lá para trás, onde se entra para uma hospedaria. Parece ser sossegado e não tem muita luz. Como estamos cansados, rendemo-nos a este lugar e procedemos de novo à metamorfose de carro para “car-van” nuns meros 10 minutos. Hoje fica ainda melhor que ontem.

Estamos nós tranquilos e prontos para adormecer, e eis que alguém do outro lado do muro se lembra de pôr música pimba a tocar, alto e bom som, como se fosse uma festa da aldeia daquelas que duram até de manhã. Por um lado alegra-me saber que esta pessoa está feliz (o tipo de música aponta nesse sentido), por outro escolho silêncio para poder dormir tranquila.

Respiro, respiramos, ficamos, aceitamos… e passado não sei quanto tempo o senhor (era um senhor) lá desliga a música. A questão é que agora ouvem-se ainda mais os carros que passam na estrada um pouco mais à frente. Por entre um e outro eventualmente vamos caindo num sono não muito profundo mas igualmente bem vindo.


Até amnhã ;)

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