segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sobre a Linguagem da Essência - Parte 2/ About the Language of the Essence - Part two

A few years ago I had the privilege of participating in Norma Delaney (Aandrah – the Doctor of Breath) and Garrett Annofsky’s (Ahn) Master Mentoring programme (mentors of the New Breath Poject) where I learnt much about Compassionate Isness, how to find my Essence’s name – sound vibration, how to discern between mind chatter and Soul wisdom and so much more I cannot define. I am deeply grateful for this opportunity on my path to expanded awareness. As goes a saying in Kwan Yin’s Divination Poems: “ … such a wise one, to meet him is luck itself! When you meet true richness, unbelievable wealth comes.”

Há alguns anos atrás tive o privilégio de participar no programa Master Mentoring (Coaching de Mestria) de Norma Delaney (Aandrah - a Doutora da Respiração) e Garret Annofsky (Ahn), ambos mentores do projeto New Breath  onde aprendi muito sobre Ser em Compaixão, sobre como discernir entre a conversa da Mente e a Sabedoria da Essência, sobre como descobrir o nome da minha Essência (vibração de som), e tanto mais que escapa a qualquer possível definição verbal. Estou profundamente grata por esta oportunidade no meu caminho de expansão de consciência. Como diz um dos milenares Poemas de Kwan Yin: "... alguém tão sábio que conhecê-lo é pura bem aventurança! Quando te cruzas com a verdadeira riqueza, sucede-se inacreditável abundância."

One of the things Norma taught us to do, and which I now share as often as possible, was a simple way of realising the difference between personality Aspect’s language and the Essence’s way of communicating. She invited us to divide a page into two halves (vertically) and write Mind on one side and Soul or Essence on the other. Then she asked us a few simple questions like: What’s my name?; Where do I come from?; Where do I live?; Where is my home?; What am I doing here?; Why did I come?; Who am I?... (to be asked to ourselves). Some answers seem quite obvious, others not quite so but the amazing thing is that none of the Mind’s answers match the Soul’s ones neither in length, neither in content. In general the Soul’s answers are much shorter and simpler and of course, deeper. In order to answer through the Mind all we had to do was reply straight away. In order to listen to the Soul’s reply we breathed deeply and softly, connecting with our Centre, staying in our space of Silence and letting ourselves not think the answer but perceive/feel it.

Uma das coisas que a Norma nos ensinou a fazer, e que agora partilho tão frequentemente quanto possível, foi uma forma muito simples de discernir a diferença entre a linguagem dos Aspetos da personalidade e a forma de comunicar da Essência. Ela convidou-nos a dividir uma página em duas metades (verticalmente) e a escrever Mente de um lado e Essência ou Alma do outro. Depois colocou-nos algumas questões simples (na primeira pessoa, como se nos perguntássemos a nós próprios), tais como: Como me chamo?; De onde venho?; Onde vivo?; Onde é o meu lar?; O que faço aqui?; Porque vim?; Quem sou eu?... Algumas das respostas parecem bastante óbvias, já outras nem tanto assim, mas a coisa mais espantosa é que as respostas da Mente nunca condizem com as da Essência nem no tamanho, nem no conteúdo. Em geral, as respostas da Alma são muito mais curtas e simples e claro, mais profundas. Para respondermos à questão através da Mente apenas tínhamos que responder de imediato. Para ouvirmos a resposta da Essência, respirávamos suave e profundamente, ligando-nos ao nosso Centro Vital, permanecendo no nosso espaço de Silêncio, deixando que a Mente se aquietasse e que a resposta fosse sentida e não pensada. 

At first, when the mind is very active this can be a bit tricky, but as with everything, consistent practice bears fruit and after a while the difference becomes clearer and clearer, also because the Mind becomes quieter and quieter since it starts to understand that we are choosing another Master.

A princípio, quando a Mente está muito ativa, pode ser desafiante, mas como com todas as coisas a prática produz os seus frutos e após algum tempo a diferença entre ambas as respostas torna-se cada vez mais clara, também porque a Mente se torna mais silenciosa, percebendo que estamos a escolher ouvir o nosso Mestre interno. 

Then we were invited to present our questions - any questions – we had in our daily lives first to the Mind, letting it answer straight away and writing down the answer and then to the Essence. The treasure behind this is that we are not trying to shut the Mind up, we are giving it its say. Then, once it has spoken, it becomes easier for it to quieten down for a while, thus letting us listen to the “voice” that is whispered from the Silence inside. Doing this several times a day brings such a level of clarity that sooner or later it becomes less and less necessary, because it becomes easier to discern without writing, though for the stickiest issues it always helps to write so we can get out of the thinking mode when listening to Essence and then read what we have written, because it often happens that we only grasp the Essence’s reply after having written it and reread it! And many times, rather than answering, the Essence asks us another question… and another… until we get deep into the feeling and eventually understand.

Depois fomos convidados a praticar com as nossas próprias questões sobre o nosso dia a dia primeiro à Mente, deixando que respondesse de imediato e escrevendo essa resposta, e depois à Essência. O tesouro por detrás desta prática é que não estamos a tentar calar a Mente, estamos a dar-lhe a palavra. Assim, uma vez que se tenha expressado, torna-se mais fácil que se aquiete para que possamos ouvir a "voz" que o Silêncio interno sussurra. Implementar esta prática várias vezes ao dia traz um nível de clareza tal que mais tarde ou mais cedo torna-se menos necessária, porque conseguimos discernir o que sentimos sem termos que escrever, ainda que quando se trata dos nossos desafios maiores seja sempre muito útil escrever para que possamos sair da cabeça e depois reler o que escrevemos. A verdade é que ocorre com frequência apenas conseguirmos realmente entender a resposta da Essência após termos tomado nota e relido! E muitas vezes, em vez de responder, a nossa Essência lança-nos uma outra questão... e outra... até que mergulhemos profundamente no sentir e eventualmente entendamos. 

So I wrote numerous “diaries” with these Mind and Soul conversations and would often ask my Essence to show me how to do/see things differently, how She (though with no gender :) ) would do/perceive a situation. It helped me in so many ways I can’t begin to enhance the value of this in my transformation – in my whole life.

E assim fui escrevendo numerosos "diários" com estas conversas de Mente e Alma e pedia com frequência à minha Essência que me mostrasse como fazer/ ver as coisas de forma diferente, como Ela (ainda que não tenha género :) ) faria/percepcionaria a situação. Isto ajudou-me de tantas formas que não posso deixar de salientar o valor que teve na minha transformação - em tudo na minha vida. 

Recently a friend of mine was having some trouble discerning how to integrate a recurrent issue, an Aspect she has invited home many many times and integrated, only to create it all over again out of sheer habit and because it’s one of those sticky issues that are quite cunning and hard to discern. So the exercise in this cases is, when we go through a given situation that involves these repetitive patterns and we become aware of it afterwards,  ask the Mind what it thinks about the situation and then ask the Essence how “She” would have behaved, what would have been Essence’s choice in that situation?

Recentemente uma amiga minha estava com alguma dificuldade em discernir como integrar um assunto recorrente, um Aspeto que ela já tinha convidado a voltar para Casa muitas vezes, e havia mesmo diluído e Integrado, voltando depois a recriá-lo por força do hábito e porque se trata de uma daquelas questões internas bem pegajosas e difíceis de contornar. O exercício neste caso consiste em perguntar à Mente o que tem a dizer sobre uma dada situação recorrente e depois perguntar à Essência como "Ela" teria feito, qual teria sido a escolha da Essência nessa situação?

This helps us become even more aware of the pattern and when a situation related to it occurs again we already know what the Essence’s choice would be so we can then choose to act accordingly, if what we want is to change the pattern and finally integrate it.

Isto ajuda-nos a ganharmos ainda mais clareza acerca do padrão e quando uma situação relacionada ocorre de novo já sabemos qual seria a escolha da Essência e podemos então escolher agir em concordância com esse plano de Consciência, se o que queremos é realmente mudar o padrão e finalmente integrá-lo. 

Another helpful tip is not to get frustrated and start judging ourselves as “incompetent”, “incapable” and so on. This not only does not bring any awareness at all, it gives strength to the already strong Aspect we have “been trying” to integrate. Trying is not enough! Trying is part of the defense mechanism that says “I’ll try, but if I can’t it’s just because I’m not capable…” and other argumentation strategies that are not, in any case, reflections of the Master’s full responsibility for all creations :) Either we do it or we don’t. No trying in between. And even if we have to show it to ourselves 50 times, we are doing it, not trying. This is what I meant with my last blog post “Your trust needs to be felt”. Trying is not Trust ;)

Outra dica útil é não ficarmos frustrados e começarmos a julgar-nos de "incompetentes", "incapazes" e por aí fora. Isto não só afasta o discernimento, mas também dá força a esse fortíssimo Aspeto que temos "tentado" integrar. Tentar não chega! Tentar faz parte do mecanismo de defesa que diz "eu vou tentar, mas se não conseguir é porque não tenho capacidade..." e outras estratégias de argumentação que não são um reflexo de tomada de responsabilidade por todas as nossas criações, em Mestria :) Ou fazemos ou não fazemos. "Tentar" não chega. E mesmo que tenhamos que mostrar-nos a nós mesmos a mesma coisa 50 vezes, estamos a fazer, não a tentar. É isto que quero dizer com o meu último post "A tua confiança precisa de ser sentida". Tentar não é Confiança ;)


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