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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Sabedoria do dia/ Wisdom of the day

Sabedoria do dia:

Tu és a tela, não o filme. Que filmes permites hoje na tua tela?;)

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Wisdom of the day:

You are the canvas, not the film. Which films do you allow today on your canvas? ;)

T. C. Aeelah

Jovens Despertos

Lembro-me bem da minha adolescência. Uma época de extremos emocionais, com picos e vales intensos, controvérsia, lutando para fazer parte e ao mesmo tempo para não ser igual, constantemente questionando as estruturas, as instituições e as obrigações sociais, observando perplexa a cadeia de injustiças ao redor do mundo mas ao mesmo tempo sentindo-me impotente perante tamanhas disparidades. Lembro-me das minhas amizades, algumas das quais ainda perduram hoje e outras, como as ondas do mar rolando para o infinito oceano. Lembro-me do meu entusiasmo pela vida, da minha vontade de transformar o mundo e dos meus momentos de depressão profunda por saber que de certa forma isso era impossível a curto termo. Lembro-me de questionar o propósito da vida e de não saber as respostas. Lembro-me de ficar confusa com a separação entre o mundo dos adultos e o dos jovens, como se de certa forma vivêssemos em mundos à parte ainda que no mesmo. Lembro-me de querer ser aceite e de como me incomodava o facto de não me sentir “normal”, ainda assim.

Hoje lido com muitos jovens quer no trabalho, quer em casa, com a minha própria filha e com os seus amigos e amigos de amigos, filhos de amigos – muitos jovens. Alguns são jovens, diria, vulgares, vivendo uma vida “normal”, encaixando sem muito esforço, sem grandes interesses para além das banais preocupações capitalistas do mundo moderno. Outros, no entanto, vivem aqueles mesmos dilemas que enfrentei, despertos para o facto de que há mais para além do óbvio, mais que não se vê. E estes debatem-se com a mesma equação do querer de certa forma fazer parte e ao mesmo tempo de se sentirem inconformados com isso. Este texto é para esses jovens.

Em boa verdade vim a perceber que somos mesmo todos diferentes, por mais que tentemos formatar-nos para parecermos “iguais” a qualquer grupo com o qual nos identifiquemos. Sei que na adolescência, não pertencer a nenhum grupo específico é de certa forma estranho, mas por outro lado é libertador. Não havendo a pressão de ser como o grupo, surge no entanto a pressão de parecer estranho por estar só. Sendo assim, e já que somos “presos por ter cão e por não ter”, mais vale mesmo confiarmos que mais tarde ou mais cedo vamos ter confiança suficiente para descobrirmos quem somos afinal e sermos coerentes com isso. Até lá trata-se de irmos “brincado” com as diversas experiências, em interação distinta com uns e com outros e percebermos como isso nos afeta, inibe ou expande. É que na adolescência, ainda que nos sintamos diferentes, ainda não sabemos muito bem porquê nem o que somos e o que realmente queremos. É uma fase de teste, de experimentação, de descoberta, fortemente evolutiva, impactante e que pode ser vivida com a tranquilidade revolucionária de sabermos que tudo faz parte do nosso crescimento.

Aliás, é um privilégio podermos ser adolescentes. É que a adolescência é uma modernidade algo recente. Há algumas décadas atrás não existia. Era-se criança, depois jovem, jovem adulto, adulto e depois idoso. E enquanto jovem assumiam-se responsabilidades. Não havia tempo/espaço para descobrir. Era necessário produzir cedo. Há não muitos séculos atrás, aliás, as moças com 13 anos já eram casadas e tinham prole, os rapazes eram pais de família e provedores, havia reis com esta idade.
Sendo assim, meus jovens amigos adolescentes, sempre que vos assolar o peso depressivo de se sentirem incompreendidos pelos outros e de não compreenderem o mundo dos adultos, lembrem-se que têm o privilégio de poderem ser adolescentes. Questionem-se, descubram-se, tentem ser menos críticos em relação a vós mesmos e aos outros e mais proativos, aceitando as diferenças e convivendo com elas. Desenvolver pensamento crítico é essencial, sim, mas não para criar separação e incompreensão. Serve para nos conhecermos melhor, para podermos escolher o que queremos e para explorarmos a nossa criatividade, usando-a de forma produtiva para nos guiar na descoberta do que somos capazes de realizar, do que amamos e do que não suportamos, do que nos apaixona e do que nos entristece. Entregarem-se temporariamente à frustração pode ser um motor produtivo para ganhar força para mudar de rumo ou de atitude, mas que não se torne um fardo demasiado pesado que vos impede de querer viver.

E lembrem-se, nós, os adultos, também já fomos adolescentes, e ainda que haja muitos que não vos conseguem compreender porque vivem no seu reino de adultos atarefados com as complexidades das suas vidas, outros há que vos vêem como são e com quem podem partilhar as vossas dúvidas existenciais e eventualmente descobrir novos pontos de vista :)

Com Amor
T. C. Aeelah





quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Awake... here, there and everywhere

Once one is Awake, in other words, once one knows to be more than just a body going about the antics of human life, things change.

Ignorance is bliss, it has been said and repeated countless times. Or is it?

Knowing that we Are implies having become acquainted with Who we Are as well as with the relieving fact that Home is where we Are Who we Are, Here and Now – Present Presence (as if Presence could be anything but Present ;) ). And knowing that Home is always Here right Now, whenever we choose to stay and Be is simple. Ever so simple. It is so simple that sometimes we get carried away by the habit of living our experiences elsewhere for it is hard to grasp that their sheer complexity could ever fit into the void simplicity of Isness. And it can’t. But as long as we keep on believing that these experiences are necessary for whatever sort of reason, it is impossible to stay and experience, so one goes out to experience and comes back every now and then to savour Being… still…

This is not the same as ignorance as we now know there is Home, we know where it is and we know a part of Who we Are. However we do not know the infinite possibilities of Who we are because we enjoy being entertained with the experiences of who we aren’t, only coming back to the remembrance of Who we Are as a temporary reprieve in-between parties and battles.

I suppose it might have not occured to you to ask yourself whether you consciously choose to continue having experiences somewhere out there and coming back at regular intervals just to “relax” from not Being, or whether you consciously choose to stay Here, Home and experience Life from Here, Now all the time.

There are actually many shades to this. It could be coming back seldom, coming back sometimes, coming back regularly or coming back very often… but it is still coming and going. And it’s fine. It’s a matter of choice.

Then again, knowing that it could be as simple as staying keeps on nagging at the edges of your playful human self, inviting you to really surrender to something you have no idea about and cannot know unless you are living it and only in each moment you are Being it because there is no past reference system, like there is with the normal human programme.

Stated clearly: is it living your experiences out there and coming Home now and then or is it staying Home and experiencing from Here?


There is no good or bad choice. Both serve a purpose. Both have consequences. Which ones are you ready for right now?


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

The simplest world changing "secret"/O "segredo" mais simples para mudar o mundo

Fighting. It is fighting that creates separation, therefore sustaining duality. Alas, when fighting is resumed, everything changes.

Lutar. É a luta que cria separação, mantendo a dualidade. E assim é que, sem luta tudo muda.

Fighting keeps power games alive. It keeps ones against others, and oneself against oneself. It keeps drama strong and healthy. Fighting keeps angry energy circulating around the world at top speed. It keeps worry, stress and anxiety going, giving heed to the limbic brain’s impulses. It keeps humans biased and blind even when seemingly conscious. It keeps darkness in the corner as well as deviously in the centre, sulking for not being seen yet being the Master – tired and willing to move on, though it cannot do so until it is fully acknowledged.

A luta mantém os jogos de poder ativos. Mantém uns contra os outros, e os próprios contra si mesmos. Mantém o drama forte e saudável. Mantém a energia da raiva em circulação ao redor do mundo a toda a velocidade. Mantém a preocupação, o stress e a ansiedade dando cobertura aos impulsos límbicos da mente primária. Mantém os humanos julgadores e cegos mesmo quando parecem estar conscientes. Mantém a sombra no canto bem como esquematicamente no centro, amuada por não ser vista ainda que seja a Mestre – cansada e pronta para partir ainda que não o possa fazer até que seja completamente aceite.

Once it is understood that there is nothing to fight for or against peace will reign. But fighting is what makes all of this human experience fun. It is fighting that gives one something to do, a reason to exist, a purpose to hold onto, a cause to pursue.

Quando for enfim entendido que não há por que lutar, nem contra nem a favor, a paz reinará. Mas a luta é o que dá gozo nesta experiência humana. É a luta que nos dá o que fazer, uma razão para existirmos, um propósito ao qual nos agarrarmos, uma causa para perseguirmos.

Bringing about change is not by any means fighting. No matter what the noble reason is. The reason is always noble for the fighter him/herself.

Criar mudança não é, de todo, lutar. Não importa por que nobre propósito. O motivo é sempre nobre aos olhos do lutador.

Bringing about change is coming to terms with oneself. It is not a global movement, though the more that come to this realisation and actually manage to achieve it naturally change the fabric of consciousness, creating a safe environment for others to eventually question themselves about themselves and also release their battle against their inner demons.

Criar mudança é fazermos as pazes connosco próprios. Não é um movimento global, ainda que quantos mais chegarem a esta perceção e a conseguirem implementar, mais naturalmente criam uma mudança no tecido da consciência de massas, criando um ambiente seguro para que outros eventualmente se questionem sobre si mesmo e larguem também eles as suas batalhas contra os seus demónios interiores.

This, in turn, changes human DNA, thus changing the template for all of those being born as well as all of those already here.

Isto, por sua vez, muda o ADN humano, mudando assim a matriz para todos os que vierem a nascer bem como para os que já cá habitam.

Compassion is the single simplest awareness for this to happen. Compassion is not pity. It knows there is nothing to save. It IS. It is the seat of no-thing-ness, where judgement has no place and still silence embraces all, dissolving it into the void, free from duality. Free. It cannot be learnt. It does not belong to the mind. It can, however, be felt and practiced.

A Compaixão é a ferramenta de consciência mais simples para que isto aconteça. A Compaixão não é pena. Sabe que não há nada para salvar. É. É o trono do nada, onde o julgamento não tem lugar e o silêncio quieto tudo abraça, dissolvendo tudo no vazio, livre de dualidade. Livre. Não pode ser aprendida. Não pertence à mente. Mas pode ser sentida e praticada.

So today I ask: are you fighting? If so, how does this make you feel? Victorious? Tired? Frustrated? Exhilarated?... What if you let go of that fight, be it for a “good” cause or whithin yourself, just for today? Will you fear losing identity, purpose, worth? Are you ready to “lose” this or could you maybe simply consider letting go of this?

Por isso hoje eu pergunto: estás a lutar? Se sim, como é que isso te faz sentir? Cansado/a? Frustrado/a? Vitorioso/a? Entusiasmado/a?... E se largares essa luta, seja a luta por uma causa “justa” ou seja a luta interna, apenas por hoje? Terás medo de perder identidade, propósito, valor? Estás preparado/a para “perder” isto ou podes talvez simplesmente considerar deixar isto ir?

If these words resonate with you, I invite you today to dive into your breath and stay in its centre… reminding yourself to come back to the centre whenever you find yourself somehow fighting, and experience your day from there – well from HERE J

Se estas palavras ressoam contigo, convido-te hoje a mergulhar na tua respiração e a ficar no seu centro… recordando-te de regressar ao centro sempre que te vejas a lutar de alguma forma, e experiencia o teu dia a partir daí- bem, DAQUI J

PS – It doens’t change your/the world in one day just the same as your/the world didn’t come to be the way it is in one day ;) Patience is a precious... Essential Master.  


PS – Isto não muda o teu mundo de um dia para o outro da mesma forma que o teu mundo não ficou como está em apenas um dia ;) A Paciência é uma Mestre Essencial e Preciosa. 


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Heart and Mind / Coração e Mente

When letting go of the mind to follow the path of the heart what is one letting go of?
Quando largamos a mente para seguir o caminho do coração o que estamos a largar?
Weight /Peso
Burden /Fardo
Effort /Esforço
Struggle /Luta
Restraint/ Restrição

What is one embracing?
O que estamos a abraçar?
Weightlessness/ Leveza
Ease/ Simplicidade
Grace/ Graça
Glide/ Suavidade
Flow/ Fluir

Effortless doing – Being / Fazer sem esforço - Ser

... and a HUUUUUGE challenge to stand up for what we believe in ;)
... e o ENOOORME desafio de ficarmos firmes com o que acreditamos ;)

Ah and letting go of the mind does not mean not using it in a useful and constructive way, of course. It means letting go of its control, which leads to it letting go of the need to control, thus surrendereing to the guidance of the Heart - in other words Expanded Consciousness. When guided by Essence, the mind is absolutely magical :)
Ah e largar a mente não significa  não usá-la de uma forma útil e construtiva, claro. Significa largar o seu controlo, o que por sua vez significa a própria mente largar a sua necessidade de controlar, rendendo-nos ao guia do Coração - por outras palavras, à Consciência Expandida. Quando somos guiados pela Essência, a mente é absolutamente mágica :)


The mind can't learn how the heart works, it is beyond the mind's understanding. All it can do is surrender to it. This means, very simply, choosing to let go of personality's/ego's domain over our automatic choices and becoming conscious of what our Essence's/Heart's choices are, feeling whether we are ready to follow them and if so assuming these choices beyond the shadow of any doubt, with utter determination and steadfast trust :) They might be challenging, but on the other hand they are always simple, balanced, free and harmonious.
A mente não pode aprender como funciona o coração. Ele está para além do entendimento da mente. Apenas pode render-se a ele. Isto significa, muito simplesmente, escolher largar o domínio da personalidade/ego sobre as nossas escolhas automáticas e tornarmo-nos conscientes do que são as escolhas da nossa Essência/Coração, sentindo se estamos prontos para elas e se sim, assumindo estas escolhas sem sombra de dúvidas e com determinação inabalável e confiança suprema :) Podem ser desafiantes, estas escolhas, mas por outro lado são sempre simples, equilibradas, livres e harmoniosas. 



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Not the What but the How / Não o quê mas como

Not the What but the How / Não o quê mas como


When using New Energy what is it exactly that we are creating that is new?

It is not exactly the what, it is more the how. It is letting Expanded Awareness, in other words Essence, do it for you - choosing and letting it come to you, in Trust. It is an unprogrammable programme in fusion with Isness. 
And no, it is not about keeping physically still waiting for things to happen, It is about being coherent with our heart and living from that awareness in serene inner silence, interacting with the world around us in a balanced and harmonious way, free from the dramatic pull of effort, letting life flow in natural consonance with the choice of Isness, discovering how to live like this moment to moment. This is what comes to us - Awareness. 
And all of this is New. 

***
Quando usamos a Nova Energia o que é que criamos de novo?

Não é exatamente o que criamos, mas sim como criamos. É dar permissão à nossa Consciência Expandida, por outras palavras à nossa Essência, para que faça por nós - escolher e deixar que venha até à nossa realidade, em Confiança. É um programa não programável em fusão com o Ser.
E não, não se trata de ficar parado, inerte, à espera que as coisas aconteçam. Trata-se de ser coerente com o nosso coração e viver a partir dessa consciência em sereno silêncio interno, interagindo com o mundo à nossa volta de forma equilibrada e harmoniosa, livres do atrito do esforço dramático, deixando a vida fluir em consonância natural com a escolha de Ser e descobrindo como se vive assim momento a momento. É isto que vem ao nosso encontro - a Consciência.
E tudo isto é novo :) 



domingo, 25 de outubro de 2015

Both feet in New Energy/ Com os dois pés na Nova Energia

Both feet in New Energy / Com os dois pés na Nova Energia


New energy is simple, instant, unexpected, 100% foolproof, unprogrammable, pure and transparent, not bound by any rules or conventions, unique, non-reproductible. 

It is indeed NEW - no one knows how it works because it always happens NOW. Isn't that fantastic? :)

On one hand it requires courage to use it because it requires stepping into THE Unknown with both feet and letting go of control over how it manifests what we choose to manifest, but on the other hand it is the simplest possible thing to do. Complete effortlessness, absolute powerlessness. 

Ahhhhhh farewell to the kingdom of Power ;)

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A Nova Energia é simples, instantânea, inesperada, 100% apropriada, não programável, pura e transparente, livre de regras e convenções, única, não reproduzível.
É de facto NOVA - ninguém sabe como funciona porque ocorre sempre AGORA. Não é fantástico? smile emoticon
Por um lado, usá-la requer coragem porque significa entrar no Desconhecido com ambos os pés e largar o controlo sobre como ela manifesta o que escolhemos manifestar, mas por outro é a coisa mais simples que se pode fazer. Total ausência de esforço, livre de poder.
Ahhhhhh adeus ao reino do Poder! wink emoticon

T. C. Aeelah