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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Obrigada Arco-Íris!


Obrigada Arco-Iris!


Hoje, felizmente não houve autocarros. Sim, felizmente. Isto fez com que tivesse que levar a minha filha à escola de carro. E claro, o seu mano teve que ir também pois não podia ficar em casa sozinho. No caminho de volta diz ele “nunca me lembro de ter visto um arco-íris. Queria tanto ver um!” Respondi-lhe que já havia visto alguns arco-íris mas que não se lembrava.
Chegámos a casa e o sol rompia timidamente por entre nuvens cinzentas, adivinhando chuva. Mal entrámos em casa assim foi, começou a chover levemente. Mas o sol teimava em mostrar o seu sorriso e quando olhei pela janela lá estava o arco-íris! Daqueles que traçam um arco completo de lés a lés, com cores fortes e vivazes! Chamei o Samuel para vir rápido lá fora ver o arco-íris! A alegria dele saltava-lhe pelos olhos e iluminava-lhe o rosto enquanto saltava e gritava “O arco-íris! O arco-íris!” e eis que já outro se formava, mesmo acima do primeiro, mais ténue mas igualmente amplo e completo! 2 arco-íris sobrepostos! E o Samuel dizia “Obrigada arco-íris! Obrigada! Vieste!”
E aquele momento tão simples, preencheu-nos de uma Alegria transbordante e de uma gratidão imensa pelas dádivas da Natureza! Mal entrámos em casa para fugir à chuva  e corremos a espreitar pela janela, o arco-íris já tinha desaparecido, bem como o sol.
Poderás dizer que foi um mero acaso. Se foi ou não pouco importa. O que importa mesmo é que agarrámos o momento de alma e coração e nos entregámos a ele sem hesitar. O que importa é que olhámos lá para fora no momento certo para podermos desfrutar de tão singela dádiva. O que importa é que aconteceu e tornou o nosso dia mais especial ainda.
Por isso fica atento(a) e quando a vida te trouxer o que lhe tens pedido, abre os braços e recebe-a com todo o teu SER pois esse será sem dúvida o teu momento de plenitude. Especial e único (a) como tu!

Abraços Coloridos de Luz… como o Arco-Íris! J

T. C. Aeelah

PS - Não deu para tirar uma foto... não tinha a máquina na mão!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

2012


2012. O ano da grande transformação.
Já tanta coisa se passou ao longo deste ano na minha vida pessoal que na verdade parece-me que se passaram alguns anos e não apenas uns meses. E todas essas coisas tiveram efeitos profundamente transformadores em mim. Não poderia aqui descrever quão belos momentos tenho vivido, quão especiais descobertas tenho feito e quão especiais pessoas me têm abençoado com a sua presença na minha vida.
Se tiver que espremer a essência de 2012, tem sido o ano da autenticidade, da entrega, da integração, da expansão e da luta constante entre a dúvida e a confiança.
Ainda não chegou ao fim. Eu sei. Mas vamos bem perto e já todos falam em 2013 com a máxima naturalidade, finalmente esquecidos dos augúrios apocalípticos para este ano.
Tem sido apocalítico, de facto. O ano da morte e renascimento. O desafio de largar as velhas estruturas de uma vez por todas e saltar no vazio do novo de braços abertos, sem barreiras. E tem sido assim na vida coletiva e individual, sem exceção.
Porque falo nisto agora?
Em primeiro lugar para justificar a minha ausência destes escritos nas últimas semanas. Nem sei bem explicar mas tenho estado a adaptar-me às minhas novas asas, por assim dizer. É como se tivesse havido um terramoto interno (num sentido muito positivo) e agora me adaptasse à nova forma como ficou o meu corpo, a minha mente, o meu ser. E essa adaptação requer-me na totalidade. Requer-me Presente, focada, procurando ficar no silêncio interno e permitindo que tudo em mim se adapte e acomode a Ser. É ter largado as minhas identidades do passado e não ter que ser nada para além de quem realmente Sou. É descobrir esse Ser que Sou mais e mais profundamente, na serenidade do sentir.
E em segundo lugar para dizer-te que sei como te sentes nestes tempos confusos. Que sei que às vezes fica muito difícil acreditar em ti e nas tuas capacidades, acreditar que as coisas vão melhorar ao teu redor e aceitar que tudo tem altos e baixos. Que às vezes fica difícil raciocinar e funcionar e há momentos em que nem sabes bem porquê. Que essa história da magia da vida muitas vezes parece uma utopia tola, com tanta confusão à tua volta.
Quero dizer-te que respires fundo e sintas em ti a verdade que se expressa no silêncio - que não requer explicações e justificações. Essa verdade em ti mostrar-te-à uma e outra vez como lidar com as situações desafiantes com que te deparas, mas não o fará pelos meios normais, analíticos a que te habituaste. Fá-lo-à subtilmente, gentilmente, suavemente por isso quero dizer-te para tirares um tempinho para ti, para te amares e agradeceres verdadeiramente ao teu corpo pela vida que te proporciona, mesmo que não seja ainda a que tu queres. A magia está onde não a esperas e das formas mais simples… e somos nós que a trazemos uns aos outros. Abre os olhos e mantém-te atento/a para que a possas receber em ti!
Abraço com Amor

T. C. Aeelah

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Lix(o)Arte



Amigos! Já vamos a 9/10 e eu sem partilhar ainda nada no blogue este mês... mas a minha amiga Artemis enviou-me esta foto singular com texto a acompanhar. Aqui fica:

A VIDA é como as Amoras.... É.... ou não é!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
"Tudo isto" para além de "tudo isto",,,,,,,,aí vai a foto do "DIA" ...de (re)encontros de "coisas e loi(z)as"!

Como nota de rodapé, a dita foto teria esta legenda: Entranhas expostas de "vidas aforradas", em  Lix(o)Arte.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

The Plan beyond the Plan


The Plan beyond the Plan

Your Essence always has a grander purpose and never gives you less when it can give you more. So sometimes, when it seems that something is being taken from us, or never happens, the best thing is to just let go of all expectations and let things happen their own special way. If you have made firm and consistent choices, they will happen, in the best possible way and at the best possible time.
I will give a recent example to illustrate how this kind of magic works in real life.
About two to three years ago I had a dream to fulfill. My dream was to produce a Conscious Breath CD with live music. As I was talking toa friend one day at lunch about my dream, she told me she had a son who had a studio at home and was into hip hop and produced music so I went to talk to him. He was fairly interested, going through a phase at which he wasn’t very sure of himself, but we went ahead with the CD, though he produced the music with his computer and then showed it to me. It took me only one afternoon to record a Portuguese and an English version. The music was then added to the voice and about two months later the CD was ready to bring to the public.
This was, however, not entirely my dream. I had a clear vision of team work, of finding someone who would like to play with me and produce a unique piece in the moment, while I also did the same with the Conscious Breath exercise. Whenever I knew of a musician I presented my idea. Many said they loved it and would do it, but at the very last moment, somehow they fled. I realized it was quite a challenge, not only because it required great musical skill, but also because energetically they would have to undergo some sort of transformation. It would be impossible to go through this kind of experience untouched, and since the next theme I had in mind was the integration of the Masculine and Feminine energies within us, it was a deep shift.
I decided to stop looking. My dream was still there, I simply surrendered and let go of trying to look for the right person.
Two years after the first CD had been produced, which is this year, something beautiful happened.
On a soft, sunny Sunday I went to the fresh park in the centre of Tomar, where I live, to present my book “Not just another book about Love – THE BOOK about LOVE”. There was an event there, where people were selling all sorts of things, both used and new and they were also promoting some activities, my book presentation on the theme of Love being one of them. Not many people showed up to hear about the book. Nevertheless the organizer and his girlfriend came to listen. My writer’s name is T. C. Aeelah, and all of a sudden Ricardo (the organizer) asked me what Aeelah meant. At first I was torn between explaining or being evasive. I decided to stand up for what I believe in and explained that it was my Soul’s sound vibration, therefore my Soul name.
“Sound vibration, oh, very interesting. Are you interested in sound?”, he asked me. And I said “yes, in fact I have been intending to produce a CD under the theme of the integration of the Feminine and Masculine energies, which actually goes very well with this Love book, but it has been hard to find someone who would like to play with this and just surrender to their intuitive capacities.”
“Oh, I’d love to participate in something like that. I love sound. I play Tibetan bowls, crystal bowls and other instruments for the purpose of relaxation.”
“Really?” I said, “well why don’t we get together and try that, I’d never thought of that”. “Yes, of course”, he replied, “after all there was a reason why not many people came and why I felt like coming to listen to you. All is appropriate”. I smiled and agreed.
Meanwhile, on the same day and right after my presentation, there was going to be a live concert by Samuel Velho, a young musician who was doing crowd funding for his new CD and was presenting it there too. He had already arrived when I started the presentation and I even played with him, saying he could accompany my presentation with his music, which he was quite willing to do, but since it hadn’t been arranged we just went our own ways.
Ricardo invited me to his house to listen to what he usually does in Meditative concerts with bowls, gongs and so on. My kids loved it as much as I did. Then we spoke about getting a studio to record. I mentioned Samuel as well, since he was a musician and apparently he had a studio at home! We then arranged a meeting with him. He was very interested in the project.
The next thing we know is we were actually producing the CD. In the process we realized we formed a real group and we all of a sudden felt a deep urge to work together, doing live concerts and really taking our work one step further. It was all so natural the way we came to these realizations each one of us, and all together.
And now I realize the reason why no one showed up earlier was that since this CD dream was a dream from my Essence, from the deep core of me, this grander part of me had much more to give me than I could possibly plan or expect. The amazing thing is how Souls manage to join people in such perfect and beautiful ways. It never ceases to amaze me, even though I know it works that way.
So here it is my dear friends. Very simple. Very real. Very magical.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Equinócio Diferente

Equinócio Diferente


Xi! Já lá vão 4 dias sem publicar magias J
Sábado, dia do Equinócio de Outono, organizámos inadvertidamente uma festa de anos surpresa para uma amiga muito especial que nunca tinha tido uma festa surpresa. E a magia aconteceu. No seu sorriso amplo, na forma entusiástica como pulou de Alegria quando gritámos “Surpresa!”, nas lágrimas que lhe correram pelo rosto de gratidão pelo nosso Amor e por tudo, na verdade por tudo. A magia aconteceu nos nossos abraços e partilha de saberes e sabores. A magia aconteceu no Amor incandescente que nos aqueceu de tal maneira que tivemos que ir tomar ar lá fora! É mesmo, havia tanto Amor, tanta Alegria, tanta Vida ali que ficámos todos cheios de calor, mas sabíamos que não era calor ambiente, era calor de re-união, de nos darmos a oportunidade de simplesmente brincar e celebrar um evento de Ser e Estar juntos.
Não, não houve grande planeamento. Na verdade foi decidido no dia anterior. Não, não deu trabalho nenhum a ninguém, primeiro porque foi feito com muito Amor e segundo porque cada um dos “conspiradores” trouxe algo para compartir.
Coisas simples são as que enchem os dias de sentido real, com pessoas reais e ações reais.
Obrigada a todos.

Fotos já ponho... A aniversariante ainda me vai mandar umas quantas... ;) 

sábado, 22 de setembro de 2012

Eventos Curiosos


Eventos Curiosos


Ontem ocorreu um evento curioso. Como sabem, organizámos aqui em Tomar algumas atividades comemorativas do dia Internacional da Paz, com o objetivo de promover a Paz Interior, a nosso ver o único lugar onde ela realmente se encontra.
Estas atividades decorriam no Parque do Mouchão, no centro da cidade. Tinham início ás 18h, daí que eu e os meus companheiros organizadores havíamos combinado encontrarmo-nos lá por volta das 17h.
Cheguei. Sentei-me num banco do jardim, absorvendo a frescura daquele lugar mágico, ouvindo a água a correr em torno da Roda, as folhas cintilando com a doce brisa do sol, acariciadas pelas asas dos pássaros que, longe do bulício dos veículos movimentados mesmo ali ao lado, viviam ao sabor do seu próprio mundo encantado.
Mal me sentei, e após umas breves respirações profundas, ouvi um grande estrondo. Levantei-me e espreitei para fora do parque. As uns escassos metros de onde me encontrava houvera uma colisão que não conseguia bem definir, apenas via uma nuvem de poeira e alguém a sair de um dos veículos acidentados e caindo logo no chão sem forças para se deslocar. Nisto uma multidão curiosa começou a acorrer ao local e em poucos minutos havia gente, muita gente, por ali. Um ou dois minutos depois, por mero acaso, uma ambulância que se dirigia a algum lugar passou por ali e parou, felizmente prestando os primeiros socorros à pessoa que caíra. Alguns minutos depois mais uma ambulância, e depois outra e mais outra e o carro da polícia, enfim, um grande aparato. De tal forma que a rua onde ocorreu o acidente foi encerrada ao trânsito por cerca de 30 ou 40 minutos.
Eu fiquei no banco de jardim onde havia escolhido sentar-me inicialmente, observando a cena e observando-me a mim mesma.
Os meus companheiros organizadores, claro está, nunca mais chegavam devido ao corte de trânsito, e neste caso não podiam vir a pé pois traziam as taças e instrumentos necessários para o concerto meditativo programado.
Perguntava-me porque é que as situações mais dramáticas suscitam tanta curiosidade. Que teriam todas aquelas pessoas que oferecer com a sua presença ali, a não ser ainda mais confusão? Apenas lhes interessava saber o que se passara, incluindo todos os pormenores mais chocantes. Para quê? Perguntava-me eu.
De facto a tentação de ir e ver era grande. Mas não havia qualquer justificação. Tudo isto mesmo antes de um evento dedicado à Paz Interior, com uma palestra em que um dos temas abordados seria precisamente a necessidade de escolhermos o que realmente queremos nas nossas vidas: Paz ou Drama? E eu ali, fazendo a escolha, mais uma vez, como em tantas outras ocasiões, de não participar no drama, sabendo que apenas a minha Serenidade poderia facilitar a rápida resolução de todo o cenário, enquanto que toda aquela gente por ali a observar apenas atrapalhava, nada mais.
Somos movidos para o drama como as traças para a luz. Sem nos questionarmos onde estará esse interruptor que de repente se liga inadvertidamente. Basta apenas pararmos e tornarmo-nos conscientes desses hábitos automáticos e sermos pro-ativos em ver de reativos. Não é a escolha da multidão que determina o que me parece a escolha acertada para mim e para o bem comum. É a minha consciência. Mas para ouvi-la tenho que estar disponível. Parar, serenar, ouvir e escolher.
É para mim uma responsabilidade social, adquirirmos esta capacidade de parar, serenar, ouvir e escolher conscientemente o que serve o propósito da Paz e o que já não serve mais. Isto é se queremos realmente que exista Paz no mundo. Pelo menos no nosso, podemos fazer a diferença. E depois quem sabe os efeitos que essa Paz terá no teu coração e no dele e no dela e no deles e no de todos…
É que ao satisfazer a nossa curiosidade inexplicável pelo drama, apenas o alimentamos e magnificamos. Intensificamo-lo com os nossos comentários e de cada vez que o mencionamos e contamos uns aos outros. Apenas e tão só servimos a confusão e o ruído, a luta e o desequilíbrio. Nada mais.
Eu escolho a Paz.
Bem haja a todos.







Um Dia Mágico


Um Dia Mágico


Há dias, logo pela manhã, mal me levantei, dei comigo cheia de vontade de fazer algumas limpezas e arrumações pela casa, e eis que prontamente fiz a vontade à Vontade e pus mãos à obra.
Limpa daqui, sacode tapetes dali, lava, estende, arruma… etc…, sabes como é.
Por entre a minha azáfama enérgica, toca o telemóvel. Olhei, mas não atendi. Estava com alguma pressa para terminar antes de preparar o menino para a escola, e de me preparar a mim para seguir para o trabalho. Pensei para comigo “já ligo de volta, agora não tenho tempo, tenho que me despachar.” E continuei como se nada houvesse ocorrido.
Tal como havia previsto, após deixar o menino na escola e antes de prosseguir para o trabalho, liguei de volta. Sabes o que era que a minha querida amiga me queria dizer?
Primeiro falou de algumas coisas acerca das quais lhe fiz perguntas, e depois, como quem tem um assunto bem relevante para abordar, disse-me ela “mas olha, não foi para falar das minhas coisas que te liguei. Liguei apenas para te desejar um dia mágico”.
Sabes como nos sentimos quando nos abraçam com ternura e o nosso coração se enche de suavidade e carinho, de gratidão, amor e alegria? Pois foi assim mesmo que me senti. E imagina lá que não tinha tido tempo para parar e receber tamanha bênção. Recebi-a na mesma, é certo, mas fez-me parar e sentir que na verdade não há nada mais especial que o Amor que damos e recebemos… e para o podermos receber há que nos disponibilizarmos, sem reservas ou desculpas, tal como para o podermos dar.
Não há melhor momento do que este para AMAR e ser AMADO.
E assim partilho contigo o desejo de um dia mágico para ti também!