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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A Expressão do Ser Expandido


A Expressão do Ser expandido


"Diz um antigo texto de Yoga Vasishta que “o mundo é como uma cidade enorme, reflectida num espelho. Assim também, o universo é uma enorme reflexão do nosso ser na nossa própria consciência”.
Olhemos agora para o mundo actual. Os cientistas sociais afirmam que o nosso comportamento colectivo está a criar um ambiente insustentável devido ao esgotamento das reservas naturais, levando a efeitos devastadores como o efeito de estufa, a mudança dos ciclos climatéricos, com todas as consequências negativas sobejamente conhecidas. Á primeira vista estes eventos diferentes parecem não estar relacionados, mas na realidade estão. Resultam do nosso sentido restringido de Ser colectivo, surgem em sincronia. Os conflitos religiosos, a poluição, o terrorismo, a devastação do solo arável, as centrais nucleares, a toxicodependência, a extinção das espécies, a pobreza, o crime, as guerras, a indústria do armamento, as cheias, a fome, a existência de químicos perigosos na cadeia alimentar, tudo isto está relacionado.
Se cada um nós conseguisse aspirar à expressão do seu Ser expandido, e se pudéssemos partilhar uns com os outros o conhecimento de experiência do nosso Ser expandido, talvez conseguíssemos criar um ambiente baseado no respeito pela vida, restabelecendo o equilíbrio de toda a vida natural. Este ambiente transformado, resultaria por seu turno no co-surgimento simultâneo de eventos que espelhariam um mundo completamente novo. Neste planeta ideal encontraríamos paz de espírito, o senso de sagrado, parcerias económicas e prosperidade, indústrias energéticas eficientes e limpas, uma compreensão científica da nova realidade, um florescimento das artes e da filosofia, e uma verdadeira consciência da nossa unidade. Nesta sociedade entenderíamos com clareza que o amor é a força básica que move o universo."

Excerto de um trabalho intitulado "Programação Positiva" que fiz em 2004 para a cadeira de Psicossociologia no curso de Pós Graduação em Exercício e Saúde. Dez anos volvidos e acredito que SIM, tal como acreditava antes, é isso que me apaixona - Ser a expressão do meu SER expandido.. Será que somos capazes de algo sequer similar a isto, muitos e muitos de nós a expressar o seu Ser expandido?  Aqui fica o convite...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ideias

Algo que escrevi em 2006... e como veio de um plano de consciência intemporal, é tão verdade hoje como sempre ;)

Sobre as crianças e a forma como nos desafiam a olhar para as coisas com olhos de ver. Sobre as ideias, a mudança e a realidade:

" (...) Outra questão curiosa que a minha filha me pôs há dias foi “porque é que as pessoas mudam de ideias?”… Ela chegou a esta conclusão com ela própria após alguns meses de luta contra ir para o jardim de infância. Um dia de manhã, como que por magia, começou a querer ir e a gostar de ir.
É, e digam-me lá porque é que as pessoas mudam de ideias? A mudança faz parte de toda a criação, até se pode dizer que é a única realidade que existe. Ser flexível e aprender a flutuar com o fluxo da existência ao invés de esbracejar contra a corrente; é também uma habilidade subvalorizada…mas atente nisto: será que mudamos de ideias depressa demais, ou nem por isso? Escute a sua mente…Quantas ideias viu ou ouviu nestes momentos? Suponho que nem consegue definir ao certo quantas. Mantermo-nos focados é isso ou são as não-ideias, ou seja, não ter ideia nenhuma? E consegue não ter ideia nenhuma? Mas será que não temos demasiadas ideias em marcha ao mesmo tempo? E se são as ideias que criam a nossa realidade então como pode a realidade não ser desordenada? Existem boas e más ideias ou são todas apenas ideias? Como descartar as que não nos servem e guardar apenas as que importam para nós a dado momento?
Deixo estas questões para reflexão…abane as suas ideias!! (...)"

Na altura andava a aprender, a praticar, a experimentar esta e aquela forma de calar o ruído da mente, mas sabia que um dia conseguiria. E agora, em 2014, momento em que consigo realmente desfrutar de muitos e longos momentos sem ter ideia nenhuma, e em que nos outros tenho apenas uma ideia de cada vez, percebo ainda melhor como o vai e vem constante de ideias engarrafadas em caos total influencia tanto a nossa realidade e como a simplicidade do silêncio torna essa mesma magicamente ampla e fluida.

T. C, Aeelah

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

The Kingdom of Knowledge / O reino do Conhecimento

The Kingdom of Knowledge

In a world ruled by knowledge there are two main frames of mind that generate extreme anxiety:
I will never know enough - and you keep on seeking more and more.
I will never know too much - and you keep on seeking more and more. 

What if, instead of that one accepts this:
I will always know what is necessary at each given moment.

Information is permanently available and it finds it way into your reality when you need to know it – if you are focused. When you don’t, the only thing it does is create noise, dispersion, distraction and anxiety.

***

O Reino do Conhecimento

Num mundo gerido pelo conhecimento há duas atitudes principais que geram extrema ansiedade:
Nunca saberei o suficiente – e continuas sempre em busca de mais e mais.
Nunca saberei demasiado – e continuas sempre em busca de mais e mais.

E se, em vez disto, aceitarmos isto:
Saberei sempre o que é necessário a cada momento.

A informação está permanentemente disponível e encontra o seu caminho para a tua realidade quando precisas de sabê-la – se estiveres focado/a. Quando não precisas de sabê-a a única coisa que faz é criar ruído, dispersão, distração e ansiedade.





quarta-feira, 5 de novembro de 2014

An Alien

An Alien


On our path of awakening invariably there are times when we either feel like an alien or are seen as an alien by others. Simply because breaking the mould of mass consciousness means doing things differently, behaving differently, thinking differently… being different, yet being authentic. But then again, aren’t we all different, irrespective of trying to fit into a pre-established frame or deciding to break the mould?
So when placed before the choice between seeming an alien to most, or feeling at home with who I AM, my choice is definitely: “it doesn’t matter what I seem. What matters is who I AM”. Then again, since there are as many worlds as humans, more than enough worlds will be in synch with mine and we can have a celebration of worlds with much joy and champagne. As to the worlds which don’t combine, does it matter?

So love, please be who you are! You’re a precious jewel in an immense treasure chest and without the one you are, the treasure is indeed less than it can be ;)


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Fazer a diferença /Making the difference

Do you want to do something useful for others, for the Earth?

Each moment of your Silence is a balm for all, a clearing in the forest of noise which constantly involves us.
Each Smile of yours is a ray of sunshine that lights Life up.
Each Present Look is an opening of the heart.
Each heartfelt Hug is a symphony of Pure Love.
Each Soft and Serene touch is a meaningful Pause.
Each Complete and Conscious Breath is a sweet gift of serenity.
Each step taken with respect for the ground you tread is a Creative Gratitude Exchange between you and this magnificent planet.
Each instant you deeply love yourself is reflected in your entire reality... which in turn is intimately connected to the realities of so many other Human Beings, Animals, Plants... with everything. You reflect Love.
Is there greater service than this? There are, surely, other forms of service to Humanity and to the Earth but they are certainly not more or less precious that these simples moments of Isness.
Even when you say nothing, or when it seems you have done nothing... it simply makes all the difference 

***
Queres fazer algo de útil pelos outros, pela Terra?

Cada momento de Silêncio teu é um bálsamo para todos, uma clareira no meio da floresta de ruído que constantemente nos envolve.
Cada Sorriso teu é um sol que ilumina a Vida.
Cada Olhar Presente e Atento é uma abertura do Coração.
Cada Abraço sentido é uma sinfonia de Amor Puro.
Cada Toque Suave e Sereno é uma pausa com Sentido.
Cada Respiração Completa e Consciente é uma doce dádiva de serenidade.
Cada Passo dado com Respeito pelo chão que pisas é uma Troca Criativa de Gratidão entre ti e este magnífico planeta.
Cada instante em que te amas profundamente reflete-se em toda a tua realidade... que está por sua vez intimamente entrelaçada com as realidades de tantos outros Seres Humanos, Animais, Plantas... com Tudo. Refletes Amor.
Há maior serviço que este? Há decerto muitas formas de serviço à Humanidade e à Terra mas não são com toda a certeza mais nem menos preciosas que estas simples formas de Ser.
Mesmo quando não dizes nada, mesmo quando parece que não fizeste nada... tudo isto faz simplesmente toda a diferença 


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Amor / Love

Amor / Love


O Amor é tão infinitamente simples que não carece de ser compreendido. Sente-se, logo, É. É, aliás, TUDO o que É. O que É sentido apenas carece de ser autorizado.

Autorizado porquê?

Porque sempre que se tenta compreender o que não carece de compreensão complica-se, confunde-se e baralha-se, tapando o que É – o Amor – com uma miríade de distrações e entretenimentos meramente mentais. Isto inibe o sentir.

Permitir o sentir põe em risco a compreensão, logo, põe em risco o julgamento, logo põe em risco o controlo.

Permites-te largar o controlo do que não pode ser controlado e sentir o que ÉS – Amor?

***
Love is so infinitely simple that it does not require understanding. It is felt, therefore it IS. It IS, actually, ALL that IS. Allowing oneself to feel is the only requirement.

Why allowing?

Because whenever one tries to understand what does not require understanding, complexity confounds, covering up what IS – LOVE – with a myriad of merely mental distractions and entertainments. This inhibits feeling.

Allowing oneself to feel is a risk to understanding, thus it is a risk to judgement, thus it is a risk to control.


So, do you allow yourself to let go of the need to control what cannot be controlled and feel who you ARE – LOVE?


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Breath / Respiração

Breath / Respiração


When you sit in the centre of your breath you realise there is no-thing beyond this timeless void. Then creation bursts forth and you happen in all forms with the same simplicity as you release all forms. The dance of the in-breath with the our-breath is a constant reminder of the formless oneness where all IS THAT IT IS. Ceaseless.

***
Quando te sentas no centro da tua respiração apercebes-te de que não há nada para lá deste vazio intemporal. E eis que a criação se precipita e tu aconteces sob todas as formas com a mesma simplicidade com que largas todas as formas. A dança da inspiração com a expiração é uma lembrança constante da unidade sem forma onde tudo É O QUE É. Incessante.